Se você pretende comprar uma máquina de escrever para entrar na onda retrô ou até mesmo para matar as saudades do curso de datilografia, já deve ter percebido que o mercado de usados oferece centenas de opções entre modelos da Remington e da Olivetti.
Não sou do tipo que defende a bandeira de uma marca, como os fotógrafos que brigam entre Canon e Nikon. Gosto das duas.
Mas reconheço uma tendência a preferir Olivettis, por fatores diversos, como o design e a origem italiana, assim como gosto de carros da Fiat, apesar de achar os Ford maravilhosos.
Engraçado é que percebo características comuns entre modelos de uma mesma marca, ainda que sejam projetos distantes um do outro. Uma Remington é sempre uma Remington e uma Olivetti é sempre uma Olivetti.
Particularmente, acho as Remingtons macias e leves para escrever, mas não colocaria qualquer uma delas em um lugar de destaque na decoração.
Já as Olivettis costumam ser lindas, com harmonia entre linhas e curvas, mostrando o quanto os italianos são bons com um esquadro e um transferidor.
Se você quer ser feliz com uma máquina de escrever, comece com qualquer uma delas. Depois, se gostar da brincadeira e quiser ter outras, procure uma mais antiga ou feita em outro país, como qualquer marca da Alemanha.
O importante é começar e, como diz um grande colecionador, que tenho o privilégio de chamar de amigo, só coveiro começa por cima.
Luciano Toriello - 13/07/15
Escrito em uma Olivetti Studio 44
